
Por Geremias do Couto
Ao lado de diversos companheiros, fui um dos mentores da campanha aqui no blog pela unidade no Centenário das Assembleias de Deus. Trocamos com entusiasmo algumas ideias e logo a iniciativa tomou vulto. Uma logomarca foi imediatamente criada pelo Elian, do Philadelfia - Evangelismo e Louvor, e, em determinado dia e horário, a campanha foi lançada, com a adesão inicial de mais de 80 blogs. Por muito tempo todos ostentamos a logo, enquanto tratávamos de reforçar a mensagem, que, segundo informações recebidas dos bastidores, chegara com força entre a liderança responsável por organizar as celebrações.
Finalmente, chegamos em 2011, ano do Centenário, e estamos às portas da comemoração. Se, por um lado, a campanha aparenta não ter sido bem-sucedida em seus objetivos, por razões que passarei a expor, por outro mostrou que, se soubermos usar bem as ferramentas virtuais, podemos, sim, ter influência e, ao menos, deixar claro se concordamos ou não com a forma como as coisas são conduzidas. Em relação aos 100 anos da Assembleia de Deus, ficou registrado com todas as letras nos anais dos nossos blogs que a forma como foram organizadas as comemorações ora previstas não era a que propugnávamos. Tenho a sensação que a maioria dos assembleianos concorda conosco.
Nosso desejo, como ficou explícito no documento publicado, era que o Centenário unisse a CGADB, a Igreja-Mãe e a CONAMAD e se tornasse um momento apoteótico em nossa história, que poderia, quiçá, mudar os nossos rumos cambaleantes. Isso implicaria em criar, naquele momento, uma comissão tripartite responsável por organizar uma comemoração assembleiana que contemplasse os anseios denominacionais. Algo para jamais ser esquecido. Cheguei a conversar com o presidente da CGADB, durante a AGO realizada em Serra, Espírito Santo, em abril de 2009. Ele se mostrou simpático à ideia. Disse-lhe sem nenhum rodeio que não haveria sentido comemorar a data de outra maneira.
Mas os fatos começaram a mostrar que tanto a CGADB como a Igreja-Mãe caminhariam em direções opostas, cada uma a estabelecer os próprios caminhos. Falava-se, inclusive, em evento paralelo promovido pela primeira, em Belém, PA, com o apoio da Convenção Estadual, na mesma semana em que a segunda promoveria os seus eventos. Não percebi, de ambos os lados, até onde sei, nenhuma disposição de sentar-se à mesa para dar-se às mãos e promover uma só festa: a de todos os assembleianos.
Se havia o interesse da CGADB em manter a coordenação sob o seu controle, também o pastor Samuel Câmara escrevia em seu blog, por outro lado, que a única igreja no Brasil a comemorar 100 anos era a Igreja-Mãe, numa atitude, a meu ver, de aparente arrogância e excludente. Enquanto isso, a CONAMAD aguardava a decisão na arquibancada. Na verdade, desconheço se ela preparou alguma programação no âmbito de sua jurisdição para lembrar o Centenário.
O que logramos alcançar, se é que isso pode ser creditado à nossa campanha, foi a decisão de a CGADB antecipar a "abertura" dos festejos uma semana antes, em Belém, PA, restrita aos líderes no dia 9 e no dia 10 aberta ao publico como Conferência Pentecostal do Norte, deixando a semana seguinte, das comemorações oficiais, para que as igrejas em todo o Brasil, incluindo-se aí a Igreja-Mãe, façam a própria programação. Não é muito, mas é alguma coisa. Todavia, muito, mas muito aquém mesmo, do que almejava a maioria dos assembleianos.
Soube que o pastor Samuel Câmara afirmou em Cuiabá que estará presente juntamente com a Igreja-Mãe na programação da CGADB prevista para a semana anterior. Iniciativa louvável. Mas não poderiam antes ajustar para que houvesse uma só programação? Agora, a pergunta é: estará a liderança da CGADB na semana seguinte, participando da programação elaborada pela Igreja-Mãe? Segundo email recebido nos últimos dias, foi protocolado junto à Secretaria-Geral da CGADB, no dia 28 de setembro de 2010, convite da Igreja-Mãe ao pastor José Wellington para ser um dos preletores das comemorações naquela semana e que até agora não teria sido respondido.
No entanto, algumas coisas me chamam a atenção no convite: 1) a sua natureza tardia (setembro de 2010); 2) a forma como se dirige ao presidente da CGADB, convidando também as igrejas "sob a vossa liderança", como se o pastor de Belém, PA, não fizesse parte da mesma entidade, e 3) a insistência em deixar implícito o sentimento excludente de que o Centenário é da Igreja-Mãe. Ou seja, se erra a CGADB em não ter procurado (até onde eu sei) buscar o entendimento para uma só comemoração, erra o pastor Samuel Câmara (também até onde eu sei) em impor-se como a igreja do Centenário e querer que "todos os peregrinos se dobrem a Roma". Parece-me uma luta entre dois Golias.
Falo com conhecimento de causa por ter coordenado a comemoração dos 80 anos em Belém, PA, simultanemente à realização da Conferência da Década da Colheita, com todas as comemorações realizadas em parceria entre a CGADB, Igreja-Mãe e Convenção Estadual, representados na época pelo pastor José Wellington, Firmino Gouveia e Gilberto Marques. Será que essa família não poderia pôr de lado, agora, os interesses pessoais e repetir o feito? Era isso que queríamos quando propomos a unidade no Centenário, incluindo aí a CONAMAD. Mas pelo andar da carruagem, o que teremos é uma comemoração fragmentada, multifacetada e sem nenhuma alegria para a maioria de nossos irmãos assembleianos em virtude do momento crítico que estamos vivendo.
A razão disso se resume em três palavras: luta pelo poder. Sem entrar no mérito, mas apenas para constatar, enquanto a CGADB formaliza em seus quadros o recebimento de três novas convenções estaduais (certamente comprometidas com a atual gestão), a presidida pelo pastor Samuel Câmara é deixada à margem. Qual a motivação? Interesses do Reino? Acredito que não. É que a polarização no âmbito da CGADB chegou a tal nível a ponto de transformar tudo num "balaio de gatos", com toda a riqueza que a metáfora representa.
Para agravar o quadro, as questões pendentes da CGADB na área financeira continuam ainda na justiça. Dirá alguém que o processo já teve trânsito em julgado, foi extinto, e a juíza que o julgou determinou o seu arquivamento. Essa é uma parte da verdade. Há o outro lado da moeda: a juíza entendeu que aquela não era a via própria para a petição, sem, no entanto, discutir-lhe o mérito, aduzindo que os recorrentes poderiam buscar outros meios para fazer valer os seus direitos. E foi o que fizeram. Os requerentes protocolaram no dia 12 de abril uma nova ação, agora de caráter criminal, no Ministério Público do Rio de Janeiro, solicitando as mesmas investigações nas contas da CGADB desde 2004 (confira aqui).
É nesse ambiente sombrio que estará sendo comemorado o Centenário das Assembleias de Deus no Brasil. A quem, hoje, me pergunta se estarei em Belém, PA, a minha resposta é não. Não participarei das comemorações promovidas pela CGADB, nem das comemorações promovidas pela Igreja-Mãe. Mas aonde eu estiver, darei graças a Deus pelos pioneiros que semearam a semente, andando e chorando, para que outros, no decorrer dos anos, pudessem com alegria trazer os molhos da bendita e farta colheita. Lembrar-me-ei de muitos nomes, entre os quais pude desfrutar da amizade de alguns. Por outro lado, estarei a chorar por ver a cidade desolada, os muros destruídos, as pedras queimadas e o povo desmotivado pelos males que muitos, sem valorizar o sofrimento dos nossos pioneiros, trouxeram sobre a herança de Deus.
Mas não acredito que os escombros permanecerão para sempre, embora este seja o desejo voraz dos Tobias e Sambalates. Outro Neemias será levantado para trazer de volta a glória do Senhor sobre a cidade. Creio nisso.
***
Geremias do Couto, no seu blog pessoal.
Finalmente, chegamos em 2011, ano do Centenário, e estamos às portas da comemoração. Se, por um lado, a campanha aparenta não ter sido bem-sucedida em seus objetivos, por razões que passarei a expor, por outro mostrou que, se soubermos usar bem as ferramentas virtuais, podemos, sim, ter influência e, ao menos, deixar claro se concordamos ou não com a forma como as coisas são conduzidas. Em relação aos 100 anos da Assembleia de Deus, ficou registrado com todas as letras nos anais dos nossos blogs que a forma como foram organizadas as comemorações ora previstas não era a que propugnávamos. Tenho a sensação que a maioria dos assembleianos concorda conosco.
Foto: Selo da Unidade no Centenário
Mas os fatos começaram a mostrar que tanto a CGADB como a Igreja-Mãe caminhariam em direções opostas, cada uma a estabelecer os próprios caminhos. Falava-se, inclusive, em evento paralelo promovido pela primeira, em Belém, PA, com o apoio da Convenção Estadual, na mesma semana em que a segunda promoveria os seus eventos. Não percebi, de ambos os lados, até onde sei, nenhuma disposição de sentar-se à mesa para dar-se às mãos e promover uma só festa: a de todos os assembleianos.
Se havia o interesse da CGADB em manter a coordenação sob o seu controle, também o pastor Samuel Câmara escrevia em seu blog, por outro lado, que a única igreja no Brasil a comemorar 100 anos era a Igreja-Mãe, numa atitude, a meu ver, de aparente arrogância e excludente. Enquanto isso, a CONAMAD aguardava a decisão na arquibancada. Na verdade, desconheço se ela preparou alguma programação no âmbito de sua jurisdição para lembrar o Centenário.
O que logramos alcançar, se é que isso pode ser creditado à nossa campanha, foi a decisão de a CGADB antecipar a "abertura" dos festejos uma semana antes, em Belém, PA, restrita aos líderes no dia 9 e no dia 10 aberta ao publico como Conferência Pentecostal do Norte, deixando a semana seguinte, das comemorações oficiais, para que as igrejas em todo o Brasil, incluindo-se aí a Igreja-Mãe, façam a própria programação. Não é muito, mas é alguma coisa. Todavia, muito, mas muito aquém mesmo, do que almejava a maioria dos assembleianos.
Soube que o pastor Samuel Câmara afirmou em Cuiabá que estará presente juntamente com a Igreja-Mãe na programação da CGADB prevista para a semana anterior. Iniciativa louvável. Mas não poderiam antes ajustar para que houvesse uma só programação? Agora, a pergunta é: estará a liderança da CGADB na semana seguinte, participando da programação elaborada pela Igreja-Mãe? Segundo email recebido nos últimos dias, foi protocolado junto à Secretaria-Geral da CGADB, no dia 28 de setembro de 2010, convite da Igreja-Mãe ao pastor José Wellington para ser um dos preletores das comemorações naquela semana e que até agora não teria sido respondido.
No entanto, algumas coisas me chamam a atenção no convite: 1) a sua natureza tardia (setembro de 2010); 2) a forma como se dirige ao presidente da CGADB, convidando também as igrejas "sob a vossa liderança", como se o pastor de Belém, PA, não fizesse parte da mesma entidade, e 3) a insistência em deixar implícito o sentimento excludente de que o Centenário é da Igreja-Mãe. Ou seja, se erra a CGADB em não ter procurado (até onde eu sei) buscar o entendimento para uma só comemoração, erra o pastor Samuel Câmara (também até onde eu sei) em impor-se como a igreja do Centenário e querer que "todos os peregrinos se dobrem a Roma". Parece-me uma luta entre dois Golias.
Falo com conhecimento de causa por ter coordenado a comemoração dos 80 anos em Belém, PA, simultanemente à realização da Conferência da Década da Colheita, com todas as comemorações realizadas em parceria entre a CGADB, Igreja-Mãe e Convenção Estadual, representados na época pelo pastor José Wellington, Firmino Gouveia e Gilberto Marques. Será que essa família não poderia pôr de lado, agora, os interesses pessoais e repetir o feito? Era isso que queríamos quando propomos a unidade no Centenário, incluindo aí a CONAMAD. Mas pelo andar da carruagem, o que teremos é uma comemoração fragmentada, multifacetada e sem nenhuma alegria para a maioria de nossos irmãos assembleianos em virtude do momento crítico que estamos vivendo.
A razão disso se resume em três palavras: luta pelo poder. Sem entrar no mérito, mas apenas para constatar, enquanto a CGADB formaliza em seus quadros o recebimento de três novas convenções estaduais (certamente comprometidas com a atual gestão), a presidida pelo pastor Samuel Câmara é deixada à margem. Qual a motivação? Interesses do Reino? Acredito que não. É que a polarização no âmbito da CGADB chegou a tal nível a ponto de transformar tudo num "balaio de gatos", com toda a riqueza que a metáfora representa.
Para agravar o quadro, as questões pendentes da CGADB na área financeira continuam ainda na justiça. Dirá alguém que o processo já teve trânsito em julgado, foi extinto, e a juíza que o julgou determinou o seu arquivamento. Essa é uma parte da verdade. Há o outro lado da moeda: a juíza entendeu que aquela não era a via própria para a petição, sem, no entanto, discutir-lhe o mérito, aduzindo que os recorrentes poderiam buscar outros meios para fazer valer os seus direitos. E foi o que fizeram. Os requerentes protocolaram no dia 12 de abril uma nova ação, agora de caráter criminal, no Ministério Público do Rio de Janeiro, solicitando as mesmas investigações nas contas da CGADB desde 2004 (confira aqui).
É nesse ambiente sombrio que estará sendo comemorado o Centenário das Assembleias de Deus no Brasil. A quem, hoje, me pergunta se estarei em Belém, PA, a minha resposta é não. Não participarei das comemorações promovidas pela CGADB, nem das comemorações promovidas pela Igreja-Mãe. Mas aonde eu estiver, darei graças a Deus pelos pioneiros que semearam a semente, andando e chorando, para que outros, no decorrer dos anos, pudessem com alegria trazer os molhos da bendita e farta colheita. Lembrar-me-ei de muitos nomes, entre os quais pude desfrutar da amizade de alguns. Por outro lado, estarei a chorar por ver a cidade desolada, os muros destruídos, as pedras queimadas e o povo desmotivado pelos males que muitos, sem valorizar o sofrimento dos nossos pioneiros, trouxeram sobre a herança de Deus.
Mas não acredito que os escombros permanecerão para sempre, embora este seja o desejo voraz dos Tobias e Sambalates. Outro Neemias será levantado para trazer de volta a glória do Senhor sobre a cidade. Creio nisso.
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Geremias do Couto, no seu blog pessoal.


13 comentários:
Paz Seja com todos
Sou solidário ao Pr. Geremias e aos irmãos assembleianos que neste periodo que deveria ser de abundante alegria e está sendo de tristeza e reflexões acerca do passado, presente e do futuro das Assembléias de Deus.
Aos irmãos digo que não desfaleçam e que se unam ao redor de Cristo e Sua Palavra e levem o Evangelho aos lugares ermos do nosso país e do mundo, que aqueles que estão nos centros urbanos preguem a Palavra de Vida que pode salvar a Alma da morte Eterna.
Não se deixem enveredar pelo caminho do desanimo e amargura. Não será estes senhores que vai apagar os frutos de milhões de vidas que ao exemplo de Cristo e dos fundadores no Brasil deram suas vidas pelo reino de Deus.
De um irmão em Cristo para outros
Nicodemos
ME PERGUNTO SI TEMOS ALGUM MOTIVO PARA COMEMORAR, POIS DIANTE DE TUDO ISSO DEVERIA SER TEMPO DE LAMENTO E CLAMOR PARA QUE DEUS VENHA RESTAURAR NOSSA QUERIDA ASSEMBLEIA DE DEUS E NAO DE FESTAS. POIS AINDA QUE SE REUNAM PARA COMEMORAR, CREIO EU, NAO SERIA PARA HONRA SINAO PARA DESONRA, POIS REINARIA A FALSIDADE E HIPOCRESIA DE MUITOS LIDERES.
CONCORDO PLENAMENTE COM O PR GEREMIAS EM NAO IR A ESTE EVENTO.
DIOS LES BENDIGA
Caro coléga pastor Geremias, fique sabendo q nasci na Assembléia de Deus em Matias Barbosa - MG, hoje, depois de 19 anos tenho meu próprio ministério e gostaria de comunicar as desavenças e péssimos testemunhos da a$$embléia de deu$ na cidade de João Neiva - ES.Isto porque os abusos de poder e maentiras tem trazido a minha presença irmãos insatisfeitos com as loucuras da atual liderança.
Nunca pensei q fosse ver tantas atrocidades de uma denominação respeitada,agora, as loucuras de homens q se acham deus estão trazendo o esvaziamento de igrejas por causa de pastor q muda o nome da igreja sem comunicar aos membros e causa um terrível desconforto à convenção geral.Só se fala em dinheiro,é um verdadeiro banquete em homnagem à Geazi..
Lamento muito informar que os mais escabrósos testemunhos tem partido desta igreja aqui de joao neiva por ganância e total falta de temor à DEUS.
Eu nascí na igreja-mãe de São Cristóvão-Rio,e qdo aconteceu a divisão com Madureira, o pau comeu solto e todas as divisões que vieram depois houve pancadaria e porrada.Agora a 'vovó centenária' não perdeu a mania de resolver no grito e na porrada suas contendas internas.Veja o caso de São José dos Campos e isso é prática corriqueira em nosso meio até hoje.Cem anos se dividindo e distribuindo porradas,veja o que o chefão Manoel Ferreira (Madureira) fez com um pastor dissidente e sua espôsa,deu uma surra no pastor dentro do gabinete pastoral para que o 'bode' (o pastor agredido) ficasse calado.Deus nos livre de um Brasil evangélico.
tito from brasília.
sabe de uma coisa? Eu nem concordo com tanta POMPA e tnt dinheiro gasto , deveria sim "gastar" seus tempos ao invés de ter um mural com nomes de quem deu mais ,e quem deu menos, EM ALMAS ,NOS RIBEIRINHOS E NAS ALDEIAS,E ONDE A PALAVRA Ñ CHEGOU, tradução da Bíblia....
ISSO SIM ALEGRARIA O CORAÇÃO DE DEUS.
Infelizmente as Assembléias de Deus não é mais a mesma, foi mordido pela "mosca azul" da famigerada teologia da prosperidade, se curvou a teologia murdokiana, heginiana, macediana - que pena.
Em lembrar que a mesma já teve pastores da envergadura espiritual e moral de um Alcebíades de Vasconcelos, homem de Deus - para agora termos que aturar Silas Malacheia, Samuel Câmara, Samuel Ferreira e seu papai "bispo" Maneuzinho Ferreira é demais.
As Assembléias de Deus se tornou um grande feudo dividido por "grandes" famílias.
Seu governo é presidencial-ditatorial, tem dono, passa de pai para filho - não existe alternância da liderança nem prestações de conta, é uma bandalha em sua estrutura organizacional, tem alguém pra me desmentir ?
Seus pastores atualmente são toscos em sua teologia e rasos biblicamente, não é julgamento é fato constatado, com raríssimas exceções obviamente como o caso do autor do texto o nobre pr. Geremias do Couto, um sobrevivente e alguns outros como o digno pastor e professsor João Kolenda Lemos em Pindamonhangaba que dedicou toda a sua vida em tentar tirar os líderes assembleianos da ignorância, ganhando toda sorte de inimigos da própria denominação.
Uma liderança que relativiza a ética em favor de uma pseuda espiritualidade, colocando sobre o povo um fardo pesado, todavia eles os líderes nem com um dedo querem mover, isso lembra um grupo bíblico não é ?
Seus líderes adoram serem chamados de doutores, adoram assentar nas primeiras cadeiras, a serem reconhecidos pelo mundo, são extremamente formais no trato pessoal, uma pseuda santidade que assusta as criancinhas.
Nasci nas Assembléias de Deus, mas confesso que está difícil aturar essa tuurrma - líderes.
Fico por aqui, seguindo meu Jesus de Nazaré e orando por melhores dias.
Mauro Silva do Rio de Janeiro
Diante de tantas denúncias sobre desvios de conduta, lutas fraticidas, cheques sem fundo, numerário desvirtuado, atas falsificadas, ações judiciais impetradas, por membros, contra lideranças da CGADB, o que realmente eles tem, a não ser uma comemoração mundana, de valores cristãos a celebrar?
Cadê meu comentário?
Pastor Leonardo, a paz do Senhor Jesus! É lamentável saber que a linda história que começou com Berg e Gunnar há quase 100 anos, ficou tão distorcida ao longo desse tempo. Os "líderes" não lutam mais por amor as almas, e sim pelo poder; parecem assírios, ou espartanos, sempre querendo poder, território, ampla vantagem em cima de outros... Pastor, o senhor não precisa divulgar meu comentário, eu só queria pedir sua autorização pra divulgar no meu blog (http://vivernosconformes.blogspot.com/)o seu texto "centenário assembleia de Deus no Brasil: comemoração sombria." O senhor, se confirmar, pode me mandar um comentário pro meu blog, ficaria muito satisfeito. Eu parto da mesma visão que o senhor tem. Que continuemos a orar para que líderes capacitados e com visão de "pescar homens" estejam a frente da verdadeira obra. Abraço!
À CGADB
É Lamentável
Estamos chegando ao Centenário do Movimento Pentecostal no Brasil, e qual é o maior exemplo que devemos seguir?... ou deixar para essa e para as próximas gerações?
Homens amantes de si próprios que colocaram o poder acima de tudo e de todos? Será que em nosso século as almas ganhas para Cristo com tantos sacrifícios de verdadeiros ministros do evangelho não são mais importantes? Pois no Século passado viam-se homens sendo perseguidos por amor a cristo, abrindo trabalhos em pequenas cidades tão distantes, onde não havia nenhum tipo de transporte, somente os pés de cristãos dedicados que caminhavam horas ou até dias para alcançar o objetivo maior, que são as preciosas vidas salvas para a glória e honra do nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.
Ainda lembro-me das histórias que meu pai contava a respeito do ministério do meu avô junto com outros irmãos em Cristo, andando a pé horas e até dias para alcançar povoados em nossa região nordeste, e muitas vezes chegando a locais onde os irmãos eram muito humildes e não tinham alimentos suficientes, mas eles se contentavam com o que lhe ofereciam e muitas vezes levavam com eles farinha e no caminho tiravam alguns coquinhos, daqueles minúsculos e raspava e comiam com farinha. Em alguns momentos chegavam a beber água de cor turva, para não dizer que mais parecia suco de maracujá, tudo isso para pregar o evangelho alcançar vidas para Cristo, homens que não tinham suas vidas como preciosas. Ele abriu trabalhos pastoreou várias locais no interior, onde algumas vezes foi perseguido e teve até a Igreja apedrejada pela população local.
Como o meu avô outros também fizeram esse trabalho e sofreram muito e muitos ainda sofrem nos dias de hoje em nosso país, seja em nossos sertões, povoados distantes, no norte do país navegando em rios horas e dias para alcançar almas para Cristo. Devemos reconhecer que ainda existem muitos ministros do evangelho comprometidos com a palavra de Deus. Porém é lamentável que tenhamos chegado ao Centenário com pastores que se colocaram em altos cargos de uma Convenção Geral (CGADB) e acham que a Igreja de Cristo Jesus é propriedade deles e podem manipular corromper e tirar muita vantagem de suas posições, que não difere em nada do nosso corrupto Congresso Nacional, em Brasília.
Foi para isso que chegamos ao Centenário das Assembleias de Deus no Brasil? Parece uma grande piada... Quantos desses homens dariam suas vidas por amor a Cristo? Trocariam todas essas vantagens por almas para Jesus? E onde está o amor ao próximo tão pregado? Será que chegaram à conclusão que seres humanos não são importantes para Deus? Que vidas não são preciosas para Cristo? Quanto tempo duraria para homens assim negar a Cristo por um saco de dinheiro e uma boa posição no poder que tanto apreciam? Satanás quando tentou Jesus no deserto ofereceu todos os reinos da terra e Cristo recusou, ...fico a imaginar se fizesse a mesma oferta a alguns desses que se dizem ministro do evangelho... será que recusariam? É lamentável.
Kézia (Assembleia de Deus - Maceió )
Duas Senhoras Centenárias inimigas findam um século sem nada a celebrar como entidades religiosas: evidente que devemos celebrar milhares de almas que foram convertidas a Cristo nestes 100 anos, pois essa honra e glória é primeiramente a Deus e aos homens sinceros que lutaram com suas vidas para uma nobre missão. Essas duas senhoras idosas, centenárias me refiro à CCB e AD. As duas primeiras denominações pentecostais que iniciaram seus trabalhos no Brasil precisamente em 1910, Luigi Franciscon fundou a Assembleia Cristiana que mais tarde veio se chamar Congregação Cristã no Brasil e em 1911, Gunnar e Daniel fundaram a Assembleia de Deus.
Mas no que tange a parte física,paupável, visível só restam lamentações. Pois eu que conheci e vivi partes nas 2 denominações vejo que infelizmente chegaram ao centenário sem nada para comemorar como denominação religiosa. De um lado, a CCB se afastou de toda a cristandade e se autodeterminou como a dona da salvação, um exclusivismo herético sem tamanho que em nada contribuiu para o Reino. A CCB hoje está também mergulhada numa enxurrada de escandalos na alta cúpula com denuncias de desvios de dinheiro, arbitrarismo, desrespeito aos direitos humanos e ao direito civil que rege as leis das igrejas,ministerios metidos em seitas secretas, escandalos sexuais, traições enfim todo tipo de pecado que homens que não conhecem a Deus praticam e o orgulho que os tomou e continuam insistindo em afirmar que a CCB é a unica e verdadeira obra de Deus e salvação só há em quem por ela entrar. Com essa ideologia pseudocristã anulam totalmente o sacrificio de Jesus Cristo na cruz e nem preciso extender ao assunto pois acredito que maioria dos leitores desse blog não são analfabetos biblicos, pois entendem muito bem o que é a Graça de Cristo. Do outro lado a Assembleias de Deus que se dividiu em inúmeros ministérios sem controle algum e uma briga vergonhosa entre os 02 ministerios principais pelo o poder. Tudo pelo poder, o poder de manterem a dinastia com seu reinado por décadas no comando das duas principais convenções. Como temos acompanhado pela midia e inclusive por esse site: AD se tornou numa instituição religiosa cheio de politicagens de toda sorte, se entregou em partes ao misticismo, teologia da prosperidade e seus pregadores viraram estrelas de TV menos pregadores sérios do verdadeiro evangelho de Cristo. Permitiram entrada da apostasias, homens que negociam a fé e os seus mandatários se degladiam diante dos holofotes da fama, sem nenhum temor, em manifestar suas arrogancias e jactancias em se manter no poder pelo poder. Diante dos fatos, só temos a lamentar pelo triste fim das duas senhoras idosas que com essa idade ainda continuam inimigas, pois não se comunicam e muito menos tem comunhão uma com a outra e findam um século de existencia cheio de manchas e máculas que escandalizam aqueles que ainda não creram em Jesus Cristo como único salvador e o verdadeiro caminho para aqueles que desejam ser salvos.
graças a Deus sou filiado a CONAMAD lá só tem um lider.
Eu graças a Deus sou filiado a Graça de Jesus Cristo, a invisivel ecclesia, que não tem placas e vive potentemente em todos os crentes que confessam sua fé no Senhor Jesus como unico salvador entre Deus e os homens.
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