
Por Antognoni Misael
Quem curte o contratempo dos compassos sabe do que estou falando. Batida firme, linha de baixo solta, guitarra staccato, órgão ritmado, voz possante. Falo do Reggae, a cara da Jamaica.
Quase sempre relacionado com a ganja, o som da Xaymaca (terra dos mananciais) é evitado por alguns cristãos que o interpretam como um estilo musical lascivo, no entanto, equívocos à parte, vejo que ele tem muito a nos ensinar. Ele não foi fruto de encomenda cultural, invenção de marqueteiro musical, nem tampouco tem haver com a Som Livre, MK, Line Records ou Rick Bonadio. O Reggae representa o grito da sujeição das algemas no século XVI ecoado na África que ressoou fortemente Jamaica em tom de liberdade no século XX. Ele me fascina porque faz lembrar navio negreiro, corpos lançados ao mar, sonhos de famílias destruídos, mas também liberdade, justiça, alegria e superação.
Em 1962 os jamaicanos livraram-se do julgo inglês, mas não de um legado de violência, desemprego, miséria e anafalfabetismo. Ali sobrava no fim da história, um povo sofrido, carente da misericórdia de Deus e ainda ferido em nome Dele.
Não poderia falar do Reggae sem citar Marcus Garvey, o primeiro jamaicano a receber o título de herói nacional; tal herói desejava levar os negros de volta para a África sob o lema “Um Deus! Uma aspiração! Um destino”! Movido por uma interpretação velho-testamentária equivocadamente aplicada a Jamaica, foi citado na canção de Steel Pulse “Whorth His Weight In Gold” (Valeu seu peso em ouro), relacionando o sentimento jamaicano com as cores da bandeira etíope: “Vermelho pelo sangue que fluiu como um rio, verde pela terra – África, amarelo pelo ouro que eles roubaram, negro pelo povo que eles roubaram”.
Com um discurso político-religioso Bob Marley surge na década de 70 como o principal representante do Reggae. Identificado com a ideia de redenção e liberdade para o país recém liberto da colonização, ganhou notoriedade no mundo todo e espalhou a música jamaicana por todos os lados do globo. O seu talento era inegável e seu discurso além de libertário, era forte e conquistador. Pra mim, uma das canções que mais chama atenção é Redemption Song, (Canção da Redenção), e que merece de forma inadiável ser apreciada.
Sinceramente, hoje em dia quando ouço um louvor em forma de Reggae, ou quando toco, tipo “Quem pode livrar como o Senhor?” (de Bené Gomes) nesse estilo, penso: será que os crentes sabem o que o Reggae significa? Sabem em que circunstâncias ele surgiu? De onde veio? Como chegou até nós? Será se pensam que ele foi invenção dos crentes?
Digo sem dúvida que as sementes do Reggae foram os escravos trazidos nos porões dos navios negreiros da África para o Caribe. E o interessante é que nessa história de sujeição, separação, imposição, escravidão, incrivelmente surge o novo, o improvável, o belo. Isso mostra que Deus rege a humanidade de uma forma extraordinária, visto que nesse caleidoscópio de Graça Divina muita coisa passa despercebida por nós diante de Sua grandeza.
Deus, Maestro da Música, da Arte, da História! Ele, somente Ele compõe arte no meio da guerra, compõe vida em ensejos de morte, compõe misericórdia em trajetória de injustiça.
Quando penso naquele grande dia o qual de toda tribo, língua, povo e nação estará diante Dele [Ap 5.9], me torno mais convicto ainda de que as identidades culturais espalhadas pela humanidade, embora rabiscadas pelo pecado, são traços criativos de Sua Graça. Portanto pessoal, louvemos a Ele através do Reggae!
***
Antognoni Misael é paraibano, graduado e pós-graduando em História (UEPB), graduando Música Popular (UFPB). Mora na cidade de Guarabira, de onde envia essas notas quentes para o Púlpito Cristão.


29 comentários:
Marvadeza!
O Antognoni me fez chorar com este vídeo...
marvadeza, véio...
Achei D+ Antognoni
O Reggae sem dúvida nasceu no coração de Deus. Vamos pedir para que Jesus nos "CARREGGAE".
Michael Leandro
O reggae é lindíssimo. Amo o Caribe. Amo a Jamaica. Fui fanzona de Bobo Marley - Rita Marley também é talentosíssima. Pela minha carne eu ouço reggae o dia inteiro - mas não quero me deixar dominar por ele - não convém. Este hino do vídeo é lindíssimo, contudo, eu não acho este ritmo apropriado para igreja, eu posso até estar errada - mas se ele dá uma vontade danada de dançar, ah, isso dá, e com isto a gente acaba se desviando do foco - Jesus. O reggae apesar de ter uma história nada sensual, acho que o ritmo é. Valeu. Nikita
Caramba! Eles cantam lindo! As guitarras ficam maravilhosas no reggae. (Já vi o vídeo várias vezes - parem de me contaminar rs rs rs). Nikita
Mais uma colher de chá, pastor Leonardo: para quem não sabe, e para os que pensam que todo artista morrem de overdose, Bob Marley morreu de câncer no pé. Nikita
Impossível não se emocionar ouvindo esta bela canção. Sim, o texto também está muito bom, coisa de quem está se aprofundando no assunto.
PS - Antognoni, você mora em Guabira ou Guarabira? Perdão, é que nunca ouvi falar em Guabira por aqui.
Abraço em Cristo.
Caro Antognoni você escreveu um texto mais moderado no artigo do Renato Russo, mas agora você alargou de vez a aplicação deturpada da graça comum que o pessoal aqui do Púlpito Cristão faz.
No outro debate que tivemos eu mostrei como vocês trabalham um conceito de ACOMODAÇÃO à cultura dentro da doutrina da graça comum, e como a Bíblia e os reformadores sempre trabalharam uma aplicação TRANSFORMADORA da cultura dentro da doutrina da graça comum, no outro post você disse que não, depois deste post sobre reggae você ainda sustenta que não trabalha uma aplicação comodista da graça comum?
Exemplo, invés de exaltar os ícones (já altamente idolatrados pela cultura) do reggae, por que você não trabalha uma transformação cultural para resgatar o pessoal do reggae-rastafari como faz os líderes do Christafari e o Shawn McDonald (ex-usuários de drogas com corações transformados por Deus evangelizando através da musicalidade e de uma contra-cultura este meio de reggae-rastafari que direciona as pessoas para o inferno e não para o Caminho que é Jesus)?
Muito belo o texto que você escreve, mas ignora completamente que a cultura predominante do reggae está totalmente ligada ao uso de drogas que escraviza seu grupo social em filosofias pagãs que idolatram Hailê Selassiê e não Jesus Cristo de Nazaré como Deus. O pessoal do Christafari tem um ministério evangelistíco que busca resgatar os membros dessa cultura reggae-rastafari para Jesus, trabalhando um movimento de contra-cultura, buscando transformar essa cultura para a glória de Deus, e não se acomodar a ela achando que podemos louvar a Deus através de um reggae que prega a promiscuidade, o uso livre de drogas, a idolatria a cultos africanos e a um homem que nada tem a ver com Jesus Cristo.
Caro Antognoni, você acredita em inferno? Será que entende como textos irresponsáveis como esse, com uma suposta veia sensível, poética e liberal encaminham pessoas para o inferno através de filosofias mundanas que nada tem a ver com o Reino de Deus? Esse tipo de texto as universidades e "centro culturais" estão cheios, o mundo não precisa de mais textos assim, precisa de agentes do reino de Deus, discipulos de Jesus, dispostos a transformar a cultura para o louvor da glória de Deus, e não exaltá-la como o mundo já faz em demasia.
A graça, a paz e a sabedoria que vem do alto sejam contigo e comigo caro irmão, que possamos viver unica e exclusivamente para a glória de Deus, como peregrinos nessa terra, esperando pelo paraíso prometido que é inegavelmente superior a qualquer sombra que exista nessa terra.
Cordiais abraços de seu amigo pecador e carente da graça de Deus,
Ronaldo
Concordo com o que escreveu o Adm. Ronaldo Guedes.
Eduardo Soares,
Olá meu amigo,moro em Guarabira-PB. 90 km de João Pessoa. abraço
Caro Ronaldo Guedes
Talvez voce não tenha ainda compreendido (novamente) a proposta do texto. Não exalto nenhum ícone do Reggae, mas exalto a Deus, concessor da criatividade na raça humana sem acepção de pessoas. Note que eu não abordei “o fim”, e sim a “gênesis” do Reggae; poderia gastar várias laudas fazendo o que voce propus: trabalhar textos sobre transformação cultural para resgatar o pessoal do reggae. A dica é ótima, e apoio totalmente. Mas replico, a proposta (nesse texto) é olhar por outros ângulos – tem muita gente presa “brexando” apenas a graça redentora. Ver Deus na salvação, arrependimento, justificação...é, de fato, maravilhoso; mas a linha de argumentação que me disponho a discorrer, busca REALMENTE alargar as percepções da Sua graça. É ver Deus tanto no óbvio quanto no improvável. Outros materiais meus tratam de evangelização, “usando a cultura como veículo de propagação do evangelho”, Evangelizando através de cordel, etc. Mas repito, não é isso que quero expor nesse texto. Abordo o alfa, e vc insiste entender o ômega.
Ao contrário do que vc diz, não trabalho sob conceito de ACOMODAÇÃO, embora vc insista em imputar isso. Sempre quando relato sobre as artes em geral, costumo esmiuçar suas causas, dobras, personagens, e após abordar sua origem, não indico uma pilha de material secular pra galera se deleitar, ao contrário convoco a todos que usemos essas “invenções” para a glória de quem a criou: “Louvemos a Ele através do Reggae!”
Não ignoro que no reggae haja uso de drogas, misticismo, aliás, diga-se de passagem, também no samba, forró, jazz, rock, pop....e por aí vai... todos esses estilos foram desenvolvidos num ambiente manchado pelo pecado. O problema em si não está na música, mas nos homens que fizeram a música, o problema não está nas invenções humanas, mas como a canalizam e pra onde direcionam. Já nós, como filhos não só da criação, novas criaturas, enxergamos nas coisas humanas os retalhos da graça divina, e transformamos esses retalhos em pedaços completos para a glória de Deus!
Outra coisa, se a função do meu texto é “encaminhar pessoas para o inferno” então vc está afirmando que sou um instrumento do diabo. Poxa, assim eu me sinto na inquisição onde a fogueira me espera para consumo total! Pra terminar, vejo q vc apóia o uso das invenções seculares, mas odeia quando se admite que ela veio da criatividade dos descrentes. Te aconselho humildemente, repensa isso.
Valeu, paz e graça!
é bom que nos lembremos que as músicas dos hinários,vieram em sua grande maioria dos cabarés dos E.U.A.Nem por isso deixamos de cantá-los e apreciá-los.Se formos destinar os ritmos para o Mal,aí a coisa vai ficar feia.Deus é o criador dos ritmos.Quem pode dizer que ritmo é o melhor?Eu tb costumo pensar na multidão de toda tribo,língua e nação diante do trono louvando ao Senhor,livres,sem rótulos.Será MARAVILHOSO!
Sinceramente, tenho dúvidas - não só sobre o reggae, mas em relaçao a outras manifestações musicais e culturais. Repito, eu disse DÚVIDAS.
Caro Antognoni,
Admito que eu, assim como qualquer outra pessoa, possuo uma cosmovisão que influencia minha interpretação de textos, mas busco ter uma cosmovisão biblicamente orientada, vamos ver se você não disse mesmo o que li/interpretei:
1- Sobre Graça Comum x Graça Salvífica
A Bíblia só fala objetivamente de uma graça, a graça de Deus para com seres criados a sua imagem e semelhança que pecaram e merecem o inferno, mas que, pela vontade livre de Deus, são transformados e salvos mediante a fé no sacrifício do cordeiro de Deus, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo de Nazaré. A graça comum é uma doutrina desenvolvida por teólogos, ela é biblicamente sensata quando usada no sentido de transformar o mundo para a glória de Deus, nunca no sentido de aproveitar do mundo. Diga-me, biblicamente falando, quanto tempo e energia de seus ministérios, Jesus, os profetas ou os apóstolos utilizaram para proclamar a graça comum?
2- "Ao contrário do que vc diz, não trabalho sob conceito de ACOMODAÇÃO, embora vc insista em imputar isso."
Ora, você fala para louvar a Deus com reggae e posta um vídeo com artistas que louvam qualquer coisa, menos Jesus, e ainda diz que essa música/vídeo "merece de forma inadiável ser apreciada". Se isso não é acomodação é o quê? Transformação? Você tá falando abertamente pra todo mundo ouvir e apreciar essa bela canção que não fala um só momento de Deus, mas de uma libertação centrada no ser humano, por sua própria força "none but ourselves can free our mind". Uma mensagem totalmente contrária às boas novas da Bíblia, em que nós somos chamados ao arrependimento e à redenção em Jesus, não em nós mesmos e nossa força. Isso é encaminhar as pessoas para a salvação ou para o inferno? Diga-me, biblicamente falando, quanto tempo e energia de seus ministérios, Jesus, os profetas ou os apóstolos utilizaram incentivando as pessoas a apreciarem de maneira inadiável a arte e a cultura do mundo?
3- Louvar através do Reggae
Pra mim quem está buscando louvar a Deus através do reggae é o pessoal do Christafari, que faz um intenso trabalho de resgate focado nessa cultura rastafari, utilizando-se da musicalidade do reggae para levar o evangelho da salvação, desenvolvendo uma contra-cultura cristocêntrica. Isso sim é louvar a Deus através de tudo que o mundo pode oferecer, assim como Paulo que "Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns." (1 Corintios 9.22). Ainda não enxerguei em seu texto a atitude e palavras de Paulo, mas apenas uma vontade não-biblica de "apreciar" músicas de determinado século.
4- Enxergar nas coisas humanas os retalhos da graça divina
João Batista pregava o arrependimento, enxergava no mundo o pecado e a necessidade urgente de um Salvador, de um Emanuel, de um Rei, Senhor e Deus. O mundo e os homens precisam enxergar seus pecados, de outra forma não há como produzir arrependimento sincero, o mundo precisa muito mais de pessoas que proclamem o arrependimento do que supostos retalhos da graça divina. Para os que são transformados, retalhos são migalhas quando se tem em vista a grandiosa promessa de Deus. Paulo era tão enfático nesse sentido que considerava tudo como esterco se comparado ao conhecimento de Jesus Cristo. O mundo e os homens precisam muito mais de Jesus do que supostos retalhos da graça divina.
5- Seu texto está encaminhando pessoas pra onde? Para apreciar uma música que fala de uma redenção auto-suficiente, ou para arrepender-se e clamar pelo sangue precioso do Cordeiro? Dois caminhos, perdição ou salvação, inferno ou paraíso, não existe meio termo.
Posso até estar entendendo errado mesmo, espero ter humildade suficiente para aceitar meus erros de interpretação, mas então explique estes pontos que eu levantei, pois são estes os pontos que ressaltam aos olhos em seu texto.
A graça e a paz de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo,
Ronaldo
E o Rock in Rio que tem 1% de bandas pra hoemns e 99% de batucada e toal falta de craitividade,Iron Maiden,Black Sabbath,Deep Purple,Rush,AC/DC,Metallica eoutros mais fazem o que vem da velha e doce Inglaterra sem dever nada à nuinguém,mas até som gospel é chato e sem craitividade,porque as trevas tem mais som do que os docinhos de Geazi???
Ronaldão,
Fica frio ô cara!
Aproveite a onde reggae, e medite um pouco numa das letras musicadas do Bob Marley e The Wailers, que é melhor do que ouvir as imbecilidades desses "pastores proféticos" por ai.
A poesia diz:
MUSICA ON LOVE,
"Um só amor!
Um só coração!
Vamos seguir juntos para ficarmos bem.
Ouça as crianças chorando!
Dizendo:seja grato e louve
ao Senhor para sentir-se bem.
Dizendo:vamos seguir juntos para
ficarmos bem.
Temos que manter a união para enfrentarmos o
Armagedom Sagrado,
Então quando o Homem vier, estaremos
seguro num só amor,
Tenhamos dó daqueles cujas as
chances são poucas,
Pois não haverá como se esconder
do Pai da Criação"
Se liga aí Ronaldão Guedes, Embaixador e Baluarte da Musica Gospel, refresque a cabeça!
O problema não de natureza espiritual, mas de gosto musical.
Menandro Gomes
Pra mim, reggae lembra maconha.
Engraçado, pensei que o Marley havia falecido devido a um ataque cardíaco ...
Deus fez uma nova criação no nosso espírito(para os que aceitam a Jesus), mas o nosso corpo ainda não foi redimido - por esta causa temos que nos encher do Espírito, para que o nosso homem interior subjugue o exterior. Acontece que nem tudo convém ao crente. Tocar certos ritmos nas igrejas vai atiçar os crentes, e os rabos vão balançar numa boa. Já vi irmã, na igreja, tocando pandeiro no ritmo de sambinha como louvor, e o rabinho dela saracoteava prá lá e prá cá, com uma malemolência de boa sambista. Carne é carne. O reggae não brotou de um coração remido cheio do Espírito, e todo louvor que não procede do Espírito, Deus não recebe. A nossa carne gosta de tudo aquilo que mexe com os nossos sentidos, mas o Espírito Santo que habita no nosso espírito, não. Vemos Paulo falando de uma guerra no seu corpo contra o espírito. Lá no seu coração, o apóstolo queria Deus, mas o corpo, não. Estão confundindo as coisas - o diabo é muito sutil. O rock veio das profundezas dos infernos, e todo ritmo sensual também não tem nada a ver com a adoração. Boas pessoas também podem ser inspiradas pelo diabo.
Longe de ser metida a santarrona, mas é o que a Palavra ensina.
N.
Pra mim, música gospel lembra os ladrões da prosperidade!
Dos estilos musicais populares sempre sentí o reggea como um estilo altamente espiritual, com uma elevação de bons sentimentos mesmo que no campo do humano.Não consigo ver ,como em outros estilos, sensualidade no reagge, é um estilo que me inspirara coisas boas, é como um clamor da alma humana a algo superior, maior ,infinito.Isso que no brasil chamam de gospel tem muito a aprender com o reagge.
Respeito o Reggae, melhor que muita porcaria que toca por ae. Mas, eu sou mais o Rock n Roll.
Voces precisam ver o gingado de Rita Marley. Não é que é bonito? N.
Anônimo, eu li na internet(biografia) que Bob Marley viu que tinha uma feridinha no dedo pé - pensou ter se ferido quando jogava bola - aquilo não melhorou, então ele foi se tratar. Diagnóstico: câncer no pé. Uma morte estranha. N.
Caro irmão Antognoni,
Vamos louvar a Deus através da musicalidade reggae, se possível faça uma revisão no seu artigo, fale sobre a conversão de Bob Marley ao Caminho, a Verdade e a Vida em Jesus Cristo de Nazaré, cerca de oito meses antes de morrer Bob foi batizado e chorou copiosamente declarando que Jesus Cristo é seu Senhor e Salvador.
Infelizmente o Senhor o levou antes que ele pudesse cantar louvores a Deus através do reggae, mas o Senhor não deixou de chamar vários da cultura Reggae, como a famosa cantora Judy Mowat, uma das três cantoras que cantavam com Bob Marley, ela se converteu ao Senhor no final dos anos noventa e dedica sua vida até hoje à proclamação do evangelho, tendo inclusive lançado dois albuns com musicas que louvam ao Senhor através do reggae.
Se possível não esqueça de falar do pessoal da gravadora Lion of Zion (www.gospelreggae.com), de como Deus está sendo louvado através da musicalidade reggae, e como o Senhor está usando esse canal cultural para chamar e salvar suas ovelhas.
Louvemos a Deus com o reggae, aí vai minha sugestão, espero que gostem:
http://www.youtube.com/watch?v=9jN9Y5iiCIw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=egFwyjnxA8Q
http://www.youtube.com/watch?v=mbsahVYb7QE
http://www.youtube.com/watch?v=Tuz-rydlXUQ
Grande abraço,
Ronaldo
Querido Ronaldo Guedes, (01)
A Graça Comum é biblicamente sensata quando se percebe que Deus deu a capacidade de criar a todos os homens sem acepção de pessoas, e que o fato de alguém ter recebido a Cristo, não o fez por merecimento, mas por pura Graça; é biblicamente sensata quando vemos que as obras de Deus foram feitas por Ele e para Ele; é biblicamente sensata quando entendemos que Deus deu dons e talentos aos ímpios (tg 1.17) para beneficio até mesmo dos justos - me responde uma coisa simples, quando vc precisa de um serviço de médico, arquiteto, contador, fotógrafo, jardineiro, pedreiro, artesão, etc., você indaga se o titular do ofício tem a graça salvífica? Suponho que vc nem pense nisso, e procure o “melhor” profissional e pague por um trabalho mais perfeito possível. Se eu for conjecturar com o seu argumento de que pelo fato das áreas seculares serem desprovidas de caráter divino e não falarem de Jesus são biblicamente inviáveis, então estarei misturando a Graça Comum com evangelização. A verdade é que muitos crentes se beneficiam das invenções seculares sem remoço algum, mas na área da música, o de repente tudo vira “sagrado”.
“A graça do Reggae” falou bem mais de história do que de Música, portanto quem quer conhecer melhor a história da Jamaica escute a canções e traduções do Bob, Peter Tosh, Stell Pulse, dou fé.
Sobre sua pergunta: “quanto tempo e energia de seus ministérios, Jesus, os profetas ou os apóstolos utilizaram para proclamar a graça comum”? Sinceramente
meu querido, tenho certeza de que isso não era um problema para eles como está sendo pra muitos como você. Na cultura judaica, por exemplo, beber e se alegrar durante um casamento era comum, e Jesus fez a festa rolar por longas horas quando transformou água em vinho, e mesmo estando na parte “secular” do ensejo não se constrangeu em curtir um longo momento de festança, ao invés de estar cantando louvores ou lendo os Salmos de Davi; Jesus não discutia Graça Comum porque ele a vivia plenamente; quando Ele deixou o “Sagrado” para vir ao “profano”, quando aprendeu a arte secular da carpintaria, quando conviveu com os publicanos, quando comeu com pecadores, quando lidou com os samaritanos... Além disso Jesus em seu ministério usou muito da criatividade, as palavras mais conhecidas Dele tornaram-se importantes por aquilo que chamamos de técnicas literárias (secular bastante usada na literatura moderna). No Sermão do Monte Ele usou o aforismo (“Onde está o teu tesouro aí estará o teu coração”, Mt 6.21), a anáfora (a repetição de “Bem-aventurados os”, Mt 5.3-11), a metáfora (“Vós sois o sal da terra”, Mt 5.13), a hipérbole (“Hipócrita! Tira Primeiro a trave do teu olho”, Mt 7.5), além do silogismo, que era uma arte grega. Claro que Jesus não dependia de técnica alguma, mas mesmo assim, tornando-se homem como nós, fez questão de ser tão humano que se apropriou da criatividade comum ao crente e ao ímpio.
Caro Ronaldo, (02)
Outra coisa em momento algum convidei as pessoas para louvarem a Deus com Redemption Song...nessas horas questiono, será se vc leu texto? “Canção da redenção” representa simplesmente a emancipação jamaicana; é uma linda canção conclama a liberdade de um povo algemado (inclusive sob pressão do protestantismo inglês) – a música tem uma pitada de história, e vc só viu teologia. O texto trás flash’s da história jamaicana, do Reggae, da graça comum e no fim remete a um convite para usá-lo para Glória de Deus. Eu entendo sua hiper preocupação para usarmos o secular como ponte de evangelização, e como não me conhece não imagina que faço isso nas escolas, universidades e comunidade em que vivo, porém, “A graça do Reggae” é apenas um de muitos artigos que aborda a origem das invenções, cuja fonte de criação do belo é Deus, o poeta da vida.
Você fala da cultura cristocentrica, e eu concordo em gênero e grau com ela. Só não comungo com sua postura extremista quando esquece que o discurso cristão pode estar em áreas demasiadas seculares, e isso não significa que outras abordagens que não mencionem a Cristo não nos sirvam. Aliás, ou Paulo não foi claro em 1Co 10.31, ou entendo que vc pretende transformar “livro de culinária” em conteúdo cristocêntrico – o que é estranho e incongruente.
Utilizar a arte para propaganda evangelística é um dever da igreja. Claro. Mas acho hipocrisia quando a igreja só consome a arte secular, talentos de ímpios, invenções cientificas e tecnológicas de pecadores, mas não admite o ônus da fonte; um povo que usa, abusa e não aprecia... se acha um poço de graça em detrimento de um poço de pecado nas pessoas comuns. Não sejamos egoístas ao pensar que só nós fomos privilegiados com a capacidade de criar o belo, o novo.
Vc exige uma cosmovisão teológica de quem não teve o privilégio de conhecer a graça redentora, e ainda mais, ao que parece, renega aspectos como instrumental, textura, contexto, técnica, dentre outros.
Vc gosta do Christafari e eu também. Mas vc sabe que a criatividade de criar o Reggae não foi dada aos queridos convertidos; Deus outorgou isso a outro povo, pecador e carente de Dele, Ele escolheu um palco distante, improvável: a Terra dos Mananciais. Pelo menos isso vc concorda comigo né?
Do seu irmão em Cristo, Antognoni (prestes a ir à fogueira ...rs)
Caro Antognoni,
Estamos perdendo o foco da conversa, vou tentar esclarecer algumas coisas para tentar chegar em uma conclusão, vamos lá:
1. Concordamos que existe a graça comum, a imago Dei na criação, e isso inclui a sociedade e a cultura
2. Concordamos que o reggae é um ritmo gostoso de ouvir e cantar, obra da graça comum de Deus na criação
3. Concordamos que o reggae e qualquer outro ritmo pode e deve ser usado como meio de evangelização
4. Concordamos em louvar a Deus utilizando o reggae e qualquer outro ritmo
5. Concordamos que devemos ser luz no mundo, não adianta ser luz apenas dentro da igreja, portanto devemos deixar nossos preconceitos de lado e ir onde os pecadores estão, lembrando que somos todos pecadores e todos carecemos da graça de Deus
6. Concordamos que se estamos doentes, utilizaremos sem problema algum da medicina, se precisamos erguer nossas casas, utilizaremos sem problema algum da engenharia e arquitetura, se estamos com fome, utilizaremos do microondas, forno, fogão, etc. etc. etc.
No que discordamos então?
1. Jesus, quando questionado por que comia com publicanos e pecadores, não respondeu que era por causa da graça comum, ou porque Ele estava ali apreciando a música, a comida, o vinho, etc. etc. etc. A resposta foi simples: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes". (Mt 9.12)
2. Jesus, quando lidou com a mulher adultera, não simplesmente a defendeu, ele concluiu sua fala dizendo: "Vá e abandone a sua vida de pecado". (Joao 8.11)
3. Paulo fez-se de tudo para com todos não para aproveitar a graça comum, mas para "de alguma forma salvar alguns". (1 Cor 9.22)
4. Paulo apreciava tanto a graça comum que considerava tudo como "esterco para poder ganhar a Cristo" (Filipenses 3.8)
[...]
[...]
5. Em Atos vemos pessoas que se convertiam a Cristo e praticavam o ocultismo (leia-se qualquer religião pagã como o rastafari por exemplo) queimando seus livros (caríssimos) publicamente. (Atos 19.19)
6. Judy Mowat, ex-integrande da banda do Bob Marley, grande proclamadora da religião rastafari através do Reggae (assim como Bob Marley) se converteu ao final dos anos noventa e abandonou suas antigas músicas que divulgavam o rasta man invés do Cristo Jesus, e passou a gravar discos que louvavam ao Senhor através do ritmo reggae.
7. Rodolfo Abrantes, ex-vocalista da maior banda de rock do Brasil, abandonou toda sua vida anterior e suas músicas, e passou a louvar a Deus através do mesmo rock que tocava, mas agora com letras que louvam ao Deus da Salvação
No que discordamos então?
Em todos esses exemplos que eu dei, inclusive utilizando os que você usou erroneamente, está bem claro que Deus transforma o homem, a sociedade, a cultura para a sua majestosa glória, portanto a postura de Cristo é radical, sim, sim, não, não, não existe acomodação cultural, existe transformação cultural.
Você aponta os retalhos da graça divina no ritmo reggae, mas por que não aponta o pecado transbordando nas letras, criadas com a intenção de disseminar o caminho rastafari, totalmente diferente do Caminho que é Jesus Cristo? Para louvar a Deus com o reggae, não basta cantar músicas de Bob Marley, pois ele usou sua vida para levar a perdição para as pessoas, muito embora tenha sido alcançado pela graça de Deus ao final de sua vida. Para louvar a Deus com o ritmo reggae, o mesmo precisa ser transformado para glorificar devidamente ao Deus Santíssimo.
Como disse anteriormente, discordamos da postura, enquanto você, em seus textos dá a entender uma postura de ACOMODAÇÃO à cultura (apreciação inadiável de uma música repleta de doutrinas pagãs "none but ourselves can free our minds"), a Bíblia nos mostra a graça de Deus, mas sempre uma graça TRANSFORMADORA, utilizemos o ritmo do reggae, mas com letras que louvam ao Senhor, não com letras que falam de doutrinas humanistas, seculares, promíscuas, filosofias vãs que levam milhares de pessoas ao inferno, e não aos braços de Deus-Todo-Poderoso.
Daqui pra frente se quiser continuar a conversa, espero que o foco tenha ficado claro, não vejo como você pode estar certo biblicamente, mas eu creio com todo meu coração que a Bíblia é a palavra de Deus, portanto se você me mostrar que estou errado à luz das sagradas escrituras, prontamente me arrependerei de ter falado contra a vontade de Deus e concordarei contigo.
A graça, a paz, a sabedoria e o amor de nosso Senhor Jesus,
Ronaldo
“a origem das invenções cuja fonte de criação do belo é Deus”. Então como fica as músicas que seus autores declaram que foram criadas por canalização com demônios? Também muitas outra formas de “arte” como pinturas, esculturas e etc.?
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